Preciso programar atentados orgásticos e sublimes ao cotidiano, já tenho a bomba.. a qualquer momento ela pode explodir.
Passam tantas coisas em nossas cabeças, é boom colocarmos algumas delas a vista dos nossos olhos e viver outros "eu" que nunca conseguimos sentir.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
In-certezas
Duas da manhã
O sono não chega
O que chega?
Festas.. paixões... todo um jogo de cartas marcadas pelos gestos
e na agônia um cigarro
Cigarros porque ainda não se sabe se o triângulo é isóceles, equilatero ou retângulo..
Sem aperreios
Somos a prova de bala
abala, claro que abala..
dá até vontade de amassar nosso script e jogar tudo pela janela,
contudo jogo no chão...
Três da manhã
O sono já chega
O que não chega?
Não chego a me incomodar mais com certos devaneios
e relaxando pego a bola de papel... desamasso e faço esse texto
que de incertezas passo a aproveitar melhor os momentos
tornando em in-certezas... aprendendo e conhecendo meu interior
O sono não chega
O que chega?
Festas.. paixões... todo um jogo de cartas marcadas pelos gestos
e na agônia um cigarro
Cigarros porque ainda não se sabe se o triângulo é isóceles, equilatero ou retângulo..
Sem aperreios
Somos a prova de bala
abala, claro que abala..
dá até vontade de amassar nosso script e jogar tudo pela janela,
contudo jogo no chão...
Três da manhã
O sono já chega
O que não chega?
Não chego a me incomodar mais com certos devaneios
e relaxando pego a bola de papel... desamasso e faço esse texto
que de incertezas passo a aproveitar melhor os momentos
tornando em in-certezas... aprendendo e conhecendo meu interior
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Prosas vespertinas
A velha Maricota sentada na cadeira contava 20,21,22
na cadeira balançava.. 36,37,38
Manoelzinho curisoso perguntou para sua vó:
Vó porque você parou no 38?
Porque isso é que nem a vida, balaçamos, contamos coisas, e paramos para respirar..
mas você para muito rapido, disse o menino.
Depende de como você olha...
para as 38 folhas que cairam da árvore sua vida foi longa,
talvez para a própria árvore centenária isso também tenha sido rápida...
o que importa é que há um ciclo que mesmo que não queiramos que aconteça, isso acontece, é por isso que não podemos contar muito, senão passamos a vida contando e não vivendo.
Quando Manoel pergunta:
Então tio Cláudio não tem vida?
Ele é professor de matemática e vive ensinando números...
Lógico que vive...
ele só fala de numeros na escola, fora dela ele vive sua vida normal...
se bem que devia contar menos números e contar mais estrelas com sua família e amigos...
As vezes a profissão sobe em sua cabeça
e esquece que não adianta preencher seu ego, se não tiver cada letrinha da palavra ego,
assim, como não tem como ser árvore sem aquelas 38 folhas que caíram.
Concordo vovó, mais acho que ele tem que se dedicar a seu trabalho, mas é isso vó, cada um escolhe na vida, ser contador, ser folha, ser estrela ou apenas ser um numero contado.
Me permita meu netinho...
entendo que se dedique
contanto que ele saiba que todo contador tem um pouco de folha
cada número tem um pouco de estrela
cada estrela tem um pouco de contador
e tudo tem um muito de vida
e que o importante é saber como se conectar
eu estou me conectando com as folhas, as árvores e as estrelas... não sou só alguém que balança nessa cadeira
sou sua avó, mas também sou jardineira
sou sua avó, mas também tenho de astróloga
sou sua avó, e também a sua amiga
e as formigas? elas já levam as folhas caídas dando continuidade ao belo ciclo da vida.
na cadeira balançava.. 36,37,38
Manoelzinho curisoso perguntou para sua vó:
Vó porque você parou no 38?
Porque isso é que nem a vida, balaçamos, contamos coisas, e paramos para respirar..
mas você para muito rapido, disse o menino.
Depende de como você olha...
para as 38 folhas que cairam da árvore sua vida foi longa,
talvez para a própria árvore centenária isso também tenha sido rápida...
o que importa é que há um ciclo que mesmo que não queiramos que aconteça, isso acontece, é por isso que não podemos contar muito, senão passamos a vida contando e não vivendo.
Quando Manoel pergunta:
Então tio Cláudio não tem vida?
Ele é professor de matemática e vive ensinando números...
Lógico que vive...
ele só fala de numeros na escola, fora dela ele vive sua vida normal...
se bem que devia contar menos números e contar mais estrelas com sua família e amigos...
As vezes a profissão sobe em sua cabeça
e esquece que não adianta preencher seu ego, se não tiver cada letrinha da palavra ego,
assim, como não tem como ser árvore sem aquelas 38 folhas que caíram.
Concordo vovó, mais acho que ele tem que se dedicar a seu trabalho, mas é isso vó, cada um escolhe na vida, ser contador, ser folha, ser estrela ou apenas ser um numero contado.
Me permita meu netinho...
entendo que se dedique
contanto que ele saiba que todo contador tem um pouco de folha
cada número tem um pouco de estrela
cada estrela tem um pouco de contador
e tudo tem um muito de vida
e que o importante é saber como se conectar
eu estou me conectando com as folhas, as árvores e as estrelas... não sou só alguém que balança nessa cadeira
sou sua avó, mas também sou jardineira
sou sua avó, mas também tenho de astróloga
sou sua avó, e também a sua amiga
e as formigas? elas já levam as folhas caídas dando continuidade ao belo ciclo da vida.
sábado, 9 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Explica-ações
De onde vem toda essa vontade
que mesmo em condições desfavoráveis fazem-lhe sorrir?
Como tens toda essa certeza
que mesmo antes de ter concretizado fazem-lhe seu coração comprimir?
Desde quando consegues perceber
pelas entrelinhas todos os meu gestos e olhares que mesmo utilizando meus melhores disfarces fazem-lhe perceber?
Então me respondes:
Onde, como e quanto não sei bem o que dizer.
Sei que são coisas da vida que estão no conviver.
que mesmo em condições desfavoráveis fazem-lhe sorrir?
Como tens toda essa certeza
que mesmo antes de ter concretizado fazem-lhe seu coração comprimir?
Desde quando consegues perceber
pelas entrelinhas todos os meu gestos e olhares que mesmo utilizando meus melhores disfarces fazem-lhe perceber?
Então me respondes:
Onde, como e quanto não sei bem o que dizer.
Sei que são coisas da vida que estão no conviver.
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